Especialistas do setor automotivo e da área de mobilidade se reuniram nesta segunda-feira (18 de agosto) para debater soluções para os congestionamentos e a baixa velocidade média de circulação nas grandes metrópoles.
No encontro, organizado pela Sociedade de Engenheiros da Mobilidade (SAE Brasil), Jackson Schneider, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), defendeu o planejamento urbano e se opôs à idéia de frear o consumo, o que na opinião dele significaria estagnar a economia.
“Vivemos a alta do consumo, impulsionada por 20 milhões de pessoas que tinham o desejo reprimido de adquirir um automóvel”, afirmou. “Será que a solução será estabelecer cota de automóveis para a população, com regras como 'quem já tem carro é privilegiado e quem não tem não pode ter mais'?”, questionou.
Segundo Schneider, a indústria automobilística irá investir US$ 20 bilhões nos próximos três anos a fim de aumentar a capacidade produtiva e atingir a marca de 4 milhões de unidades/ano. “A mobilidade é um direito do cidadão; a frota vai continuar crescendo até 2014”.
Prejuízo
Marcos Cintra calcula que o que se deixa de produzir enquanto está parado no trânsito pode ser estimado em R$ 26 bilhões em 2007. “Somando-se esses gastos com os gastos com saúde por problemas da maior poluição causada pelos congestionamentos e o acréscimo do custo do transporte de cargas, o total de prejuízos com congestionamentos em São Paulo é de R$ 33 bilhões ao ano, o equivalente a 10% do seu PIB", disse.
PAC da Mobilidade Urbana Durante o seminário, o ministro das Cidades, Márcio Fortes, disse que o governo lançará, em breve, o PAC da Mobilidade Urbana, com incremento do transporte coletivo, expansão das linhas e investimento em corredores de ônibus.
Fonte: G1 - 19/08/2008